Radiador de moto se compra na concessionária da marca, pelo código, ou na loja de peças de moto, na reposição. Antes, confira se a sua moto tem radiador: só as de arrefecimento líquido têm. As refrigeradas a ar não usam radiador, e algumas têm apenas um radiador de óleo, que é outra peça, menor, ligada ao circuito de lubrificação.
Original para moto recente, reposição para a antiga
Em moto recente, fique no original da concessionária, pelo código, que se descobre com modelo e ano: o encaixe vem sem surpresa. Em modelo antigo, vá à loja de peças de moto: a vantagem é comparar bocais, fixações e tamanho do miolo com o radiador velho, em cima do balcão. O desmanche credenciado pelo Detran também vende radiador usado, e a empresa precisa informar a origem e a condição da peça (Lei 12.977/2014).
Na reposição, escolha pela aplicação: modelo, ano e cilindrada indicados na embalagem, e não pelo nome do fabricante. Radiador sem aplicação indicada é palpite.
Bocais e furos precisam bater com o velho
- bocais de entrada e saída no mesmo lugar e no mesmo diâmetro do velho;
- furos de fixação batendo com os suportes;
- furo para o sensor ou o ventilador, quando a moto prende ali;
- aletas retas, sem amassado, e tanque sem trinca.
Troca com sangria de ar
Trocar o radiador é serviço de oficina de confiança, porque exige drenar o fluido, remontar mangueiras e sangrar o ar. Ar preso no circuito é uma causa frequente de superaquecimento logo depois do serviço.
Se a moto tem ventilador elétrico, ele costuma vir preso ao radiador por presilhas ou por um suporte próprio. Veja se a peça nova traz essas presilhas e o encaixe do sensor de temperatura, ou se você vai reaproveitar os do velho.
Use o fluido de arrefecimento indicado no manual; a cor não define a composição. O fluido usado não vai para ralo nem para o chão: leve a ponto de recolhimento ou ao local onde fez a troca.



