Garfo invertido se encontra novo na concessionária, pelo código, para a moto que já sai de fábrica com ele, ou em oficina de suspensão. É o tipo em que o tubo grosso fica em cima, preso nas mesas da direção, e o tubo fino desliza dentro dele, ligado à roda. No garfo convencional é o contrário. Ele aparece de fábrica em algumas motos esportivas e de trilha.
Trocar o convencional por invertido
É uma adaptação grande, não uma peça de prateleira. O tubo da direção, a largura das mesas, o eixo da roda, a pinça de freio e o paralama precisam combinar, e mexer nisso é mexer em direção e freio. Para moto de rua de uso diário, eu não faria: o ganho não paga a adaptação nem a regularização. Se quiser mesmo, só uma oficina que já faça esse serviço deve assumir, inclusive qualquer peça sob medida, e vale pedir fotos de motos prontas.
Trocar o tipo de garfo pede consulta ao Detran
Trocar o convencional pelo invertido altera a moto. Mudar característica sem autorização prévia do Detran é infração grave (CTB, art. 230), e conforme a mudança pode pedir inspeção e CSV (Resolução Contran 916/2022). Consulte o Detran do seu estado antes de comprar. Suspensão e direção são trabalho de mecânico. Peça usada desses sistemas não pode ser vendida para reposição ao consumidor (Resolução Contran 611/2016).
Se a moto já tem invertido
Para reposição, peça por nome as partes: tubo externo, haste, retentor, bucha e óleo. Leve modelo, ano e uma foto do conjunto. Motul, Mobil e Castrol fazem óleo de suspensão, e a manutenção do óleo segue o intervalo do manual. Pergunte qual é o diâmetro dos tubos e quem fabricou: se o vendedor não souber responder, a peça não merece confiança numa parte que sustenta a roda da frente.



