Espelho retrovisor retrátil se acha em loja de peças de moto, em loja online com ficha de compatibilidade e, pelo código, na concessionária, se a sua moto já sai de fábrica com ele. Em moto, esse nome costuma indicar o espelho dobrável ou articulado, que gira na haste e volta ao lugar. Eu ficaria com o original ou com uma reposição que informe a aplicação por modelo: o espelho sem marca e sem aplicação indicada pode embaçar, soltar da carcaça ou rachar cedo.
Rosca e lado da haste decidem o encaixe
A haste é onde a compra costuma dar errado. Leve o retrovisor velho ou uma foto nítida da base e confira:
- diâmetro e passo da rosca, que variam de moto para moto;
- sentido da rosca, que pode ser diferente entre o lado direito e o esquerdo;
- comprimento da haste e formato da base;
- modelo, ano e cilindrada da moto.
Se o vendedor não souber dizer a rosca, peça para comparar a peça no balcão. Pela internet, só feche com anúncio que mostre a medida da rosca e o modelo da moto.
Articulado solto demais não serve
A articulação precisa girar com alguma resistência e segurar a posição em velocidade. Se o espelho balança sozinho com a vibração do motor, você roda sem enxergar o que vem atrás. Antes de aceitar, mexa na junta: folga visível é sinal de peça mal acabada.
A lei pede os dois lados
Retrovisores nos dois lados fazem parte dos itens obrigatórios da moto (Resolução Contran 912/2022). Trocar um espelho só é comum, mas rodar sem um deles não é opção. Se o formato for diferente do original, confira no Detran do seu estado se a mudança exige algum procedimento.



