“Coxim do escape” é a borracha de fixação do escapamento, vendida em loja de peças de moto e em concessionária. Nem todo balcão usa essa palavra: ao pedir, diga “borracha do escapamento” ou “calço do escape”. Com a peça velha na mão, o atendente entende.
Comece pela loja de peças, com a velha na mão
Eu começaria pela loja de peças de moto, porque dá para comparar a borracha no balcão. Se não achar igual, a concessionária tem a original pelo código, com o modelo e o ano em mãos. Se a peça é uma borracha comum de formato simples, uma loja de vedação e borrachas técnicas também pode ter. A oficina de confiança resolve se você não sabe nem qual peça quebrou.
Por que ela quebra
O escape esquenta e esfria, vibra e leva carga. A borracha resseca com o tempo. Se quebrar de novo em pouco tempo, procure a causa: suporte desalinhado, parafuso frouxo ou escape roçando no quadro ou no cavalete.
Montagem sem graxa e com o escape alinhado
- Anote como a borracha estava montada antes de tirar: alguns modelos têm lado certo, arruela de apoio ou calço de metal.
- Aperte os parafusos com a moto fria e o escape alinhado.
- Não use graxa ou óleo na borracha nova.
- Confira se o escape não encosta na carenagem.
Se o escape é de outra marca, a borracha original pode não servir. Nesse caso, peça a borracha ao fabricante do escape, pelo site ou pela lista de revendas dele. Nunca rode sem o silencioso: descarga livre é infração grave (CTB, art. 230).
Como saber que o problema é a borracha
Com a moto desligada e o escape frio, empurre o silencioso com a mão. Um pouco de movimento é normal, mas se ele balança solto, bate no quadro ou fica torto, a borracha cedeu. Olhe também embaixo da moto: borracha partida costuma deixar pedaços no chão ou presos no suporte. Se tudo parecer firme e o barulho continuar, o chocalho pode vir do próprio defletor de calor ou do interior do silencioso, e nesse caso é com o mecânico.



