Corrente de transmissão é a que liga o pinhão, a engrenagem pequena no motor, à coroa, a grande na roda traseira. Em moto de uso diário, o caminho mais firme é comprar o kit completo, corrente, coroa e pinhão, em loja de peças de moto ou na concessionária, e deixar a oficina montar. A concessionária entrega o conjunto original pelo código; a loja de peças mostra opções de reposição e deixa comparar com a peça velha no balcão.
Passo, elos e dentes definem o kit
Leve três dados. O passo, que é a distância entre os pinos e vem no número da corrente: 428 e 520 são medidas comuns, e a sua está no manual ou gravada na corrente velha. O número de elos, contado na corrente velha. E o número de dentes de coroa e pinhão, que costuma vir gravado nas próprias peças. Passo diferente não monta, e dente a mais ou a menos muda a relação e o comportamento da moto.
Por que trocar o kit inteiro
Dentes de coroa afiados ou em forma de gancho mostram desgaste. Corrente nova sobre coroa e pinhão gastos tende a se desgastar mais rápido e a voltar para a oficina em pouco tempo. A peça mais barata e sem marca, sem passo gravado, é a que costuma dar essa dor de cabeça.
Kit de reposição e folga na montagem
Para uso diário, fique no original ou num kit de reposição com a aplicação do seu modelo na embalagem. Riffel e Cobreq fazem kits de transmissão. A regulagem da folga e o alinhamento da roda traseira seguem o valor do manual: corrente sem folga força rolamentos, e frouxa demais pode sair do lugar e travar a roda. Se você não tem prática, deixe com a oficina.
Lubrificação depois da troca
Corrente nova sai de fábrica com graxa, mas precisa de lubrificante periódico no uso. Motul, Mobil e Ipiranga fazem lubrificante e limpa-corrente. Passe com o motor desligado, em corrente limpa, e confira no rótulo se o produto serve para o seu tipo de corrente.



