Corrente de comando é a que liga o virabrequim ao comando de válvulas, dentro do motor. Você não troca sozinho e nem compra no escuro: o caminho normal é pedir o kit de comando na concessionária da marca, pelo código, ou numa loja de peças de moto, e entregar à oficina que vai abrir o motor.
Compre o kit, não só a corrente
Em muitos motores, a corrente trabalha com tensor e guias de borracha ou plástico. Se a corrente está gasta, os outros componentes também sofreram. Pergunte à oficina se o tensor e as guias precisam ser trocados junto, e peça o conjunto pelo código. Trocar só a corrente e reaproveitar um tensor gasto pode trazer o barulho de volta.
Quando pensar em trocar
Barulho metálico na lateral do motor, mais forte em marcha lenta, pode ser folga no comando. Não adie: corrente muito frouxa pode saltar um dente e prejudicar as válvulas. A oficina confirma a causa antes de você comprar.
Número do motor e elos da corrente velha
Leve modelo, ano, cilindrada e número do motor, que está gravado no bloco. O balcão precisa do tipo de corrente (de roletes ou silenciosa), do passo e do número de elos, e isso muda de motor para motor. Não existe número universal. Se você tem a corrente velha, conte os elos e compare.
Qual kit escolher
Em moto de uso diário, a minha escolha é o original ou uma reposição de marca com aplicação por modelo indicada. Corrente sem marca é risco alto: se ela arrebenta, as válvulas podem bater no pistão e o conserto sai muito maior que a peça. Na montagem, a oficina deve seguir as marcas de sincronismo e a posição indicadas no manual.
Na compra, peça nota com o código da peça e a aplicação por modelo e ano. Desconfie de kit sem fabricante identificado na embalagem, e prefira a loja que aceita conferir o kit com a oficina antes da montagem.



