O cilindro mestre sai da concessionária da marca, pelo código, ou da loja de peças de moto. É a bomba que transforma o movimento da sua mão ou do seu pé em pressão de fluido. Na moto, existe um no freio dianteiro, outro no freio traseiro (nas que têm freio a disco) e outro na embreagem, nas que têm acionamento hidráulico. O primeiro passo é dizer qual deles você precisa.
Como saber qual é o seu
Olhe o guidão. Reservatório de fluido na manete direita é o do freio da frente. Reservatório na esquerda indica embreagem hidráulica. O do freio traseiro costuma ficar perto do pedal, preso ao quadro, com um pequeno recipiente. Em moto com freio a tambor e embreagem por cabo, esse conjunto não existe.
Conjunto na concessionária, kit na loja de peças
A concessionária da marca vende o conjunto completo pelo código. Loja de peças de moto tem peça de reposição e kits de reparo, com borrachas internas de vedação. Fique no kit feito para aquela bomba, com a aplicação confirmada no catálogo: borracha genérica pode não aguentar o fluido, e em freio não se improvisa.
Conserto ou troca
Se o corpo da bomba está liso por dentro, o kit de reparo costuma bastar. Se há risco, corrosão ou desgaste no furo, a troca do conjunto é mais segura. Para moto de uso diário, minha escolha no freio é a bomba nova pelo código, e o kit só quando o mecânico abrir e confirmar o corpo liso. Em cilindro de freio, a peça usada não pode ser vendida ao consumidor para reposição (Resolução Contran 611/2016).
Depois da troca, o sistema deve ser sangrado, e o fluido tem de ser o do manual. Deixe isso com o mecânico: errar a sangria deixa o freio ou a embreagem sem pressão. Se a manete ou o pedal afundar depois do serviço, não rode: leve a moto de volta sem pilotar.
Fluido de freio derramado ataca a pintura do tanque e das carenagens. Se pingar, lave logo com bastante água. E nunca use o mesmo frasco aberto há muito tempo: ele absorve umidade.



