Compre em loja de equipamento para motociclista, de preferência presencial, porque o ajuste no pé pesa mais que a marca. “Motoqueiro” é o termo de rua; no balcão peça bota de motociclista ou bota de moto. Bota de trabalho com biqueira de aço e bota de chuva de borracha são outras coisas e não protegem do mesmo jeito.
Cano curto, médio ou alto
O cano curto é mais fácil de calçar e serve para trajeto curto na cidade, mas deixa o tornozelo menos amparado. O cano médio e o alto cobrem mais a canela e costumam trazer proteção rígida no tornozelo, o que faz diferença numa queda ou quando a moto tomba sobre o pé. Para uso diário, eu escolheria o cano médio com proteção rígida: ampara mais que o curto e é mais fácil de andar que o alto. Para estrada, suba para o cano alto. Se você desce da moto o dia inteiro, teste o conforto de andar com ela antes de decidir.
Quem fabrica
Dainese, LS2, Texx e Pro Tork fazem botas para motociclista. Compare as linhas da mesma marca: a diferença entre uma bota urbana e uma de estrada está na estrutura, não no nome.
Como saber se serviu
- Calce com a meia que você usa para pilotar.
- Dobre o tornozelo: a bota deve acompanhar, sem apertar um ponto só.
- Simule o movimento do câmbio e confira se o reforço fica onde o pé aperta.
- Confirme se a sola não escorrega em piso liso.
Tênis e bota de passeio comuns podem parecer suficientes, mas costumam não ter a estrutura que segura o pé numa queda. Se esta é a sua primeira bota, experimente dois tamanhos e não feche negócio sem andar alguns minutos com ela.
Couro, tecido e cuidado com a bota
Couro costuma durar mais e resistir melhor à abrasão, mas pede hidratação de tempos em tempos e demora a secar. Tecido técnico é mais leve e ventilado, e costuma vir com painéis de proteção costurados. Pergunte de que é feito o cano e o reforço do tornozelo, e não compre bota sem ver como a sola é presa ao corpo: sola só colada pode soltar com o uso.



