Banco de couro se acha em tapeçaria especializada, em loja de peças de moto ou em concessionária, mas muito do que se vende como couro é courvin, um sintético com acabamento parecido. Peça para o vendedor informar qual é o material do revestimento. As duas opções funcionam, com pontos diferentes: o couro verdadeiro respira melhor e envelhece bem, mas exige hidratação. O sintético é mais fácil de limpar, só que racha com sol forte se for de baixa qualidade.
Eu escolheria pelo clima e por onde a moto dorme. Na rua ou em lugar de chuva frequente, um sintético de boa qualidade tende a lidar melhor com a umidade. Em garagem e lugar seco e quente, o couro verdadeiro bem tratado pode ser mais agradável. Pergunte ao tapeceiro quanto tempo o material costuma durar naquele uso e peça a garantia por escrito.
O que importa para a rua
- Costura dupla ou reforçada nas bordas, que é por onde o banco abre primeiro.
- Material que seque rápido depois da chuva, sem acumular água na espuma.
- Superfície com textura, que segura o corpo em frenagem e não escorrega.
Como mandar fazer na tapeçaria
Leve o banco original, de preferência com a base inteira, sem trincas. O tapeceiro tira o forro, confere se a espuma está inteira, troca se estiver encharcada e refaz o revestimento no mesmo formato. Peça para mostrar amostras do material ao sol, porque o brilho muda. Pergunte também se há uma camada impermeável entre o couro e a espuma.
Cuidado com calor e água
Couro sob sol direto esquenta e resseca. Use capa quando a moto fica parada na rua. Na lavagem, evite jato de alta pressão na costura: a água entra na espuma e demora a sair. Em banco de segunda mão, confira cheiro de mofo e rachaduras antes de levar.



